Síndrome do Impostor e Auto-Valor

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Em pinceladas gerais, a síndrome do impostor é uma condição de bloqueio psicológico em que o indivíduo não consegue reconhecer o seu mérito na concretização dos seus objectivos. O indivíduo atribui sempre o mérito aos outros ou a eventos como a sorte, o timing (estar à hora certa no lugar certo), levando-o a pensar que engana as pessoas, fazendo-as acreditar que é mais inteligentes do que o é na realidade.

Com a síndrome do impostor, uma pessoa competente, não acredita realmente que desempenha bem uma tarefa, duvida de si, e acredita que é apenas uma questão de tempo até que seja exposta como uma fraude (ou impostor) quando se aperceberem que não sabe realmente o que se está a dizer ou a fazer…

Algo interessante acerca da síndrome do impostor é que quanto maior o grau de inteligência e competência mais severo fica, devido à capacidade de autocrítica e perfeccionismo.

Esta síndrome tende a afectar bastante a criatividade, pois despoleta um sistema de defesa instintivo conhecido como “fuga ou combate” em que todas as forças anímicas da pessoa são canalizadas para o estado de alerta e de combate ao perigo durante os próximos 10 segundos, retirando a atenção ou o foco de todas as outras faculdades humanas, como a livre associação, a cognição, porque estas capacidades são supérfluas para o corpo numa resposta de sobrevivência.

O conflito que se experiencia na avaliação do nosso mérito ou valor pessoal, surge quando a Personalidade (o que somos pela soma das nossas experiência e da análise que lhes damos) e a Identidade (as convenções, o instituído e padronizado social e moralmente) parecem estar opostas.

Se aquilo que somos não parece estar em conformidade com os padrões da sociedade, se não atendermos às expectativas do mundo, não temos mérito ou VALOR pois desviamo-nos do que seria suposto uma pessoa dita “normal” alcançar, ou seja, cremos estar abaixo do normal e isso reduz a auto estima, produzindo efeitos desastrosos quer na concretização das nossas aspirações quer no sabor que elas têm.

Fala-se em desastre porque contamina o nosso processo evolutivo, manipulando jucosamente a carta do Mago que fala das seguintes capacidades em nós:

  • Fazer o que precisa de ser feito (determinação)

  • Consciência do seu potencial

  • Concretizar o que é concretizável

  • Fazer o que se aconselha

  • Uso dos talentos

  • Saber o que se está a fazer e porquê

  • Tomar consciência das motivações

  • Entender as intenções

  • Examinar a situação

  • Ter um só objectivo (prioridades)

  • Comprometer-se totalmente com as metas

  • Aplicação da força da vontade

  • Afastamento de distracções

  • Foco no objectivo

  • Causar um forte impacto no meio

  • Ter vitalidade

  • Criatividade

Processo de Libertação

Pegando nos arcanos maiores, enquanto ensinamentos para manter um ego saudável, aconselha-se a integrar aos poucos as seguintes atitudes:

  • Arcano 6 – Os Amantes

Vivenciar os prazeres e os sentidos sem a ideia de pecado, apaixonarmo-nos pelas pessoas ou pelas situações ou assuntos descobrindo o que é realmente importante para si

  • Arcano 7 – O Carro

Competir e ter determinação em vencer, focalizar as intenções, controlar as distracções ou tentações, esforçar-se, identificar-se e saber-se quem é, ser auto-confiante e ter fé em si mesmo

  • Arcano 8 – A Força

Saber que se tem resistência, ser irredutível, lidar calmamente com as frustrações, aceitar os outros, levar o seu tempo e manter a postura, compreender os outros mostrando compaixão e perdão pelas imperfeições, saber persuadir, trabalhar em conjunto e ser capaz de influenciar, temperar a força com a benevolência e demonstrar a força do amor

  • Arcano 9 – O Eremita

Pensar sobre as situações e procurar as respostas dentro de si, aventurar-se numa busca pessoal, experienciar o afastamento da sociedade, recolhimento no interior e ser sensato 

Estes ensinamentos, poderão ajudar a resolver grande parte da frustração causada pelas ideias e expectativas instituídas, a recuperar a noção positiva acerca de nós mesmos e a tornarmo-nos mais confiantes.

Ao iniciar o processo de crítica do seu estado de conflito (tomando consciência do mesmo), envia uma mensagem poderosa ao seu inconsciente como que a dizer “agora estou eu a assumir o controlo”. Os mecanismos de defesa e protecção accionados durante a síndrome do impostor tendem a potenciar-se e aumentar imensamente, até que, persistindo na terapia de reprogramação, se começam a desvanecer. A partir desse momento fica-se livre e autónomo, na posse das suas mais maravilhosas capacidades humanas, como o pensamento e a criatividade. Abrindo-lhe portas para melhorar significativamente o seu quotidiano, ajudando-o igualmente a melhor distinguir entre sonho e aspiração, entre essencial e acessório, devolvendo-lhe o carisma para que os outros o vejam como figura de poder e vigor.

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